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Saindo do zero: Renda Fixa


foto: Mikhail Nilov


Com as perspectivas de alta da Taxa Selic, investir na renda fixa é cada vez mais atrativo. Contudo, ainda há muita incerteza e falta de conhecimento quando se trata desse tipo de investimento. Confira tudo que você precisa para começar.


O que é?


Quando você investe na renda fixa você está emprestando seu dinheiro para alguém, desde o governo, até empresas e bancos. Logo, espera-se receber o valor inicial + juros, de acordo com o tempo da aplicação. A questão principal é que o investidor sabe a fórmula do cálculo da remuneração no momento que aplica os recursos.


E os riscos?


O que é fixo é a forma que retorno é calculado, mas isso não garante rentabilidade positiva. Assim como ações, por exemplo, ou qualquer outro tipo de investimento, sempre existe a possibilidade de perder o capital investido. Além disso, ainda há o custo de oportunidade, ou seja, ao investir em um ativo você também perde a oportunidade de alocar esse recurso em opções que seriam mais rentáveis.


Prefixado, Pós-Fixado ou Híbrida?


Prefixado significa que os juros já estão definidos no momento da aplicação, por exemplo um título com rendimento de 6% ao ano, significa que a aplicação gerará essa rentabilidade sem variações. Pós-Fixada quer dizer que a rentabilidade está atrelada a algum indicador financeiro, como a Taxa Selic ou o CDI, por exemplo, podemos citar o Tesouro Selic e CDBs. Já os Híbridos remuneram das duas maneiras, uma parte dos juros são prefixados e a outra atrelada a um indicador, por exemplo o Tesouro IPCA, que remunera com um juros anual acrescido da variação do IPCA.


E a Tributação?


Primeiro, temos o IOF, Imposto de Operações Financeiras, que incide na rentabilidade quando o investimento fica aplicado por menos de 30 dias. Segundo, temos o Imposto de Renda que funciona por uma tabela regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados menor é a taxa, essa alíquota varia de 22,5% a 15%, alguns títulos de renda fixa são isentos, para saber quais continue lendo. Além disso, algumas corretoras cobram taxa de custódia.


Atenção a Liquidez!


Antes de escolher qualquer uma destas alternativas sempre preste atenção ao prazo de vencimento, pois alguns deles não têm liquidez diária, ou seja, não podem ser retirados a qualquer momento.


Quais são os tipos de investimentos?


Caderneta de poupança: Esse investimento é o queridinho do brasileiro, está disponível com a mesma rentabilidade em todos os bancos, mas a particularidade é que embora o dinheiro possa ser retirado a qualquer momento, só se recebe rendimento se o recurso for retirado após o aniversário da aplicação. Além disso, existem regras: se a Taxa Selic estiver acima de 8,5% a rentabilidade é de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial, já se a Taxa Selic estiver abaixo de 8,5% o retorno é 70% da Selic mais a Taxa Referencial. Vale destacar que a taxa referencial está zerada desde 2017 e não incidem taxas ou Imposto de Renda.


Tesouro Direto: Nesse investimento você está comprando um título de dívida pública, logo, está emprestando dinheiro para o governo. Existe o Tesouro Prefixado, ou seja, o recurso é resgatado com juros na data-resgate definida, ou com juros semestrais, os quais pagam juros semestralmente até o fim da aplicação. Há ainda o Tesouro Selic, que é atrelado a Taxa Selic, o Tesouro IPCA+ que atrelado a inflação ou o Tesouro IPCA com juros semestrais. Acima de 10 mil reais de investimento se paga uma taxa de custódia e incide Imposto de Renda.


CDBs: Investir em um Crédito de Depósito Bancário é emprestar dinheiro para o banco. Existem nas modalidades prefixados, pós-fixados, normalmente atrelados ao CDI e híbridos, comumente associados à inflação. Os rendimentos sofrem tributação de Imposto de Renda.


LCIs/LCAs: Essas abreviações significam Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio, os bancos emitem esses títulos para captar recursos e fazer empréstimos ao setores imobiliários e do agronegócio. Existe um aporte mínimo necessário para investir nesses papéis que varia entre $5 mil e $30 mil. Ocorrem nas modalidades prefixados e pós-fixados e híbridos. Esse tipo de investimento não existe com liquidez diária mas são isentos de Imposto de Renda e em alguns casos é cobrado taxa de custódia.


CRI/CRAs: Esses são os Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis do Agronegócios. São similares ao LCI e LCA, sendo considerados de baixa liquidez, contudo, a diferença principal é que os emissores são as companhias securitizadoras e os aportes mínimos tendem a ser mais acessíveis. Ocorrem nas modalidades prefixados e pós-fixados e híbridos. Ainda, esses títulos não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e são isentos de Imposto de Renda.


LFs: Essas são as Letras Financeiras, emitidas por bancos e instituições financeiras, elas têm prazo de vencimento acima de 2 anos, existem algumas classes diferentes desse ativo e o aporte mínimo varia entre $50 mil a $300 mil. Normalmente a rentabilidade é maior, contudo, também é o risco, já que não há proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). E também incide Imposto de Renda sobre os rendimentos.


LCs: Essa é a Letra de Câmbio, elas também costumam ter prazos de vencimento maiores acima de 2 anos e tem um investimento mínimo em torno de $30 mil. Elas são negociadas por instituições financeiras, que normalmente são de menor porte, por isso, pode existir um risco maior, contudo, a rentabilidade também costuma ser mais alta. Elas ocorrem na forma de prefixados, pós-fixados e híbridos e sofrem tributação de Imposto de Renda.


Debêntures: Esses são títulos de créditos que uma empresa emite, geralmente os prazos de investimentos duram mais de 2 anos e não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), isto é, caso a empresa entre em falência é possível que o investidor não recupere seu dinheiro. Eles ocorrem na forma de prefixados, pós-fixados e híbridos e são isentos de Imposto de Renda.




*A Taxa Referencial (TR) é calculada pelo Banco Central com base nas taxas das LTNs (Letras do Tesouro Nacional), isto é, títulos públicos prefixados. A taxa ficou zerada nos últimos anos por uma convenção do Bacen quando a taxa de juros geral diminui.


*O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma instituição que protege o investidor no caso de uma crise do sistema financeiro, por exemplo. Todos os ativos financeiros que são protegidos têm uma cobertura de até $250 mil reais.


Isabel Valentim

Graduanda em ciências contábeis

Equipe de mídias

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