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Sabia que é possível investir em música? Entenda os Royalties Musicais

Atualizado: 28 de fev. de 2023



Dentro do vasto leque de ativos financeiros que compõem o mercado financeiro brasileiro e internacional, é comum encontrar alguns investimentos que não possuem muita popularidade, tanto porque podem não ser investimentos atrativos por suas características intrínsecas, ou, simplesmente por uma falta de disseminação de informações em relação a esses tipos de alocação. Sem ter o mesmo prestígio ou simples atenção que ativos como ações e fundos imobiliários recebem, produtos financeiros como ouro digital e precatórios podem entrar na lista de investimentos desconhecidos dentro deste grande mercado. Mas o foco deste artigo será destinado a uma alocação que não é disseminada pelos grandes influenciadores do mercado financeiro, muito menos por grandes bancos e corretoras já consolidas. Esse ativo em questão recebe o nome de Royalties Musicais.


O mercado da música é um de grandes proporções, muito lucrativo, e o mais importante, continua em expansão. Para se ter noção, o mercado fonográfico brasileiro alcançou um total de R$ 2,1 bilhões apenas em 2021, representando uma duplicação do faturamento deste setor em 3 anos. Já se tratando do cenário internacional, a indústria da música mundial chegou a um valor total de 26 bilhões de dólares em 2021, representando um aumento de 18.5% em relação ao ano anterior. Esses valores representam a somatória de faturamento das plataformas de streaming, vendas de CDs, discos e videocassetes, downloads e pagamentos de direitos autorais.


É mais que normal que este mercado tenha tal tamanho, afinal, é muito incomum alguém não consumir ao menos uma música no dia. E mesmo que alguém não tenha parado para entrar em uma plataforma de streaming para poder ouvir sua música favorita, ela vai acabar ouvindo uma música em uma propaganda na TV e no YouTube, ou talvez assistindo a um filme em que a trilha sonora possua uma música autoral conhecida, gerando, dessa forma, um consumo constante, mesmo que não intencional. É também compreensível que essa indústria siga aumentando seu alcance com o passar dos anos, visto que a popularização das tecnologias e da internet facilitam cada vez mais o acesso a obras musicais, seja por plataformas de streaming ou por meio de download das músicas.


E dentro deste mercado, toda vez que uma música de um artista famoso toca no rádio, é reproduzida no Spotify ou é baixada na Apple Store, esse músico recebe royalties (pagamentos) por possuir os direitos autorais dessa obra. Ou seja, a medida que uma certa faixa vai sendo ouvida por um número crescente de pessoas, maior será o faturamento do artista.


Dito isso, é através do mercado de direitos autorais que se faz possível lucrar com o sucesso de uma artista e de suas músicas, mesmo não tendo feito parte do processo criativo da produção musical.


O QUE SÃO ROYALTIES MUSICAIS?


Os royalties musicais, representam o direito do detentor de receber quantias na medida que outras pessoas vão usando os ativos, que no caso seria a quantidade de reproduções das músicas. São ativos vinculados ao desempenho comercial das obras, ou seja, que nem foi dito anteriormente, quanto mais ouvida for a música, maior será a rentabilidade.


A compra desse tipo de investimento funciona através da aquisição de catálogos de músicas, podendo ser todas de um único artista, ou uma mescla de diferentes compositores de variados gêneros musicais, permitindo uma diversificação de mercado. Os catálogos disponíveis para a compra vão variar conforme a plataforma que o investidor escolher para realizar as operações. Entre as plataformas disponíveis no Brasil, encontram-se a Adaggio, a Hurst Capital e a Brodr.


O interesse das pessoas nesse mercado de direitos autorais de músicas concentra-se, de forma geral, em dois pontos principais, a busca pela diversificação das carteiras de investimentos, que busca uma controlada diminuição de risco dos investimentos, e também o fato dessa modalidade apresentar uma rentabilidade superior à média do mercado. Para se ter noção, mesmo com o patamar alto que a Taxa Selic se encontra atualmente, seu valor de 13,75% ao ano ainda perde para o rendimento padrão dos royalties musicais, a que é de 15% ou mais.


Tendo essa coletânea de dados em mente, é necessário fazer um balanceamento dos benefícios dessa modalidade de investimento.


PONTOS POSITIVOS

  • Rentabilidade acima da média.

  • Mercado muito propenso à expansão.

  • Possibilidade de promover artistas e músicas que você gosta.


PONTOS NEGATIVOS

  • Risco relativamente alto, visto que as músicas podem não ser tocadas frequentemente.

  • As músicas do portfólio escolhido podem ser pirateadas, assim não rendendo.

  • Investimento inicial alto, sendo em média de R$ 10.000.

  • Liquidez baixa.


Como todo produto financeiro, os royalties e os ativos de direitos autorais possuem suas oportunidades e seus riscos, cabe apenas ao investidor analisar e chegar a uma conclusão. Como foi dito antes neste artigo, um dos motivos que torna os royalties musicais atraentes, é a procura pela diversificação de ativos, visando um controle adequado de risco, e dependendo do perfil de quem está investindo ou da quantia de dinheiro disponível para aplicações, investir nessa modalidade pode fazer sentido ou não. Por exemplo, digamos que alguém atualmente concentra 90% de seu dinheiro investimento apenas em investimentos do Tesouro Direto, havendo, assim, uma diversificação mínima, quase inexistente. Ou seja, neste caso específico, o investimento em direitos sobre músicas pode ser muito interessante, pois seria uma diversificação controlada, com menos risco e possivelmente garantindo maior rentabilidade.


Gustavo Altoé

Estudante de Ciências Econômicas

Equipe de Mídias da UFES Finance



REFERÊNCIAS



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