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O que é renda fixa?




Renda fixa, como o próprio nome diz, é uma renda mais “previsível”, ou seja, é possível projetar o rendimento antes da aplicação. Ela consiste, basicamente, em emissões de dívidas, onde o investidor empresta dinheiro para os emissores do título de renda fixa, que podem ser bancos, empresas ou o governo. A rentabilidade desses títulos é baseada em pelo menos um indexador, estes que são: títulos pré-fixados, pós-fixados e títulos atrelados à inflação.

TÍTULOS DO GOVERNO

Os títulos do governo são os títulos de renda fixa mais simples de entender e os mais conservadores do mercado, pois são garantidos pelo governo federal e porque as chances de o mesmo “quebrar” são as menores de um país e, por isso, são também os que oferecem menor retorno. O principal título de renda fixa emitido pelo governo é o Tesouro Selic, título fixado na taxa de juros do país.

Existem três formas de investir em títulos do governo, que são através do Tesouro Direto, através de fundos de investimentos e ETFs e podem ser negociados através de bancos e corretoras. Para investir através de ETFs e Fundos de Investimentos, são necessários maiores conhecimentos de mercado e maior apetite por risco.


Para comprar títulos do Tesouro Direto, deve-se abrir conta em uma corretora à escolha, olhando sempre se a mesma cobra alguma taxa para investimentos nessa modalidade.


Os títulos do Tesouro Direto têm, atualmente, uma taxa de administração de 0,25% ao ano e, recentemente, a B3 zerou a taxa de custódia para valores até R$10.000,00 nesse investimento, tornando ainda mais fácil e barato investir em títulos do governo.


Uma das vantagens de investir no Tesouro Direto é a liquidez e rentabilidade diárias que o mesmo oferece, diferentemente da famosa poupança. Isso garante o resgate desses títulos a qualquer momento. Por isso, esse tipo de investimento é um dos mais indicados para a reserva de emergência.


É importante salientar que o Tesouro Direto tem incidência de Imposto de Renda, cobrando uma alíquota de 22,5% para investimentos de até 180 dias de duração, 20% para investimentos até 364 dias, 17,5% para investimentos até 720 dias e 15% para investimentos com duração superior a 720 dias. Se você resgatar o seu título antes de 30 dias, cobra-se uma alíquota de IOF, sendo maior se o tempo de resgate for mais curto.

TÍTULOS DE BANCOS

São títulos um pouco mais arriscados quando relacionados com o Tesouro Direto, mas são, até certo ponto, ainda bastante seguros, pois, para alguns investimentos, possuem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que funciona como uma espécie de “seguro” para uma possível falência do banco. O FGC garante um retorno de até R$250.000,00. Ou seja, se o investidor possui um valor menor que esse investido por CPF e por banco, ele não o perde.

Alguns títulos de bancos são a poupança, os CDBs, as LCIs e LCAs e as Letras Financeiras e as Letras de Câmbio.


Poupança: rende basicamente 70% da Taxa Selic, ou seja, rende menos que o Tesouro Selic, que possui rentabilidade fixada ao valor da taxa. Outra desvantagem é que a mesma rende apenas no aniversário de 30 dias, não recebendo o rendimento em caso de resgate em dia diferente. A liquidez é diária.


CDBs: é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. É importante que esse investimento renda mais que o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), pois o mesmo possui um risco maior que o Tesouro Selic, por exemplo. Existem os CDBs com liquidez diária e existem os CDBs com liquidez com prazo maior e a escolha vai depender da necessidade do investidor.


LCI/LCA (Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio): são isentos de Imposto de Renda e com cobertura do FGC, que são uma das grandes vantagens desse tipo de investimento. Uma desvantagem é que a liquidez é de no mínimo 3 meses, ou seja, o investidor somente poderá resgatar seu dinheiro após esse período.


Letras Financeiras: possuem investimento mínimo de R$150.000,00 e o prazo mínimo de investimento é de dois anos. Esse tipo de investimento não possui cobertura do FGC e por isso é mais arriscado, oferecendo, assim, um retorno maior.


Letras de Câmbio: são investimentos mais arriscados que os outros mais tradicionais e são créditos oferecidos a terceiros mais “duvidosos” e, por isso, também oferecem uma taxa de rentabilidade maior. Uma das vantagens é a cobertura do FGC.


É possível comprar títulos de forma segura pela própria plataforma do banco gerador do título.

TÍTULOS DE EMPRESAS

São os títulos de renda fixa mais arriscados dentre os três emissores citados. Alguns desses títulos são as Debêntures, os CRIs e CRAs e as Debêntures de Infraestrutura.


Debêntures: são emitidas pelas empresas para financiar projetos e investimentos. Elas não possuem cobertura de nenhum órgão e por isso também são um pouco mais arriscadas. A taxa de retorno vai variar de acordo com o prazo de pagamento do título e o nível de risco da empresa emissora. Se for uma empresa mais alavancada e que tem apresentado prejuízos recentes, além de outros pormenores, o rendimento será maior, porém isso deve ser considerado e estudado pelo investidor ao optar por esse tipo de investimento.

CRIs e CRAs: dos termos Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis do Agronegócio. Como o governo procura incentivar o setor, esse investimento conta com isenção de Imposto de Renda.


Debêntures de Infraestrutura: Assim como os CRIs e CRAs, possuem isenção de IR.


Esses tipos de investimento em títulos de dívidas de empresas, não possuem cobertura do FGC, o que aumenta o risco. Assim como qualquer tipo de investimento, é preciso estudar a emissão aberta e entender se a empresa emissora está saudável financeiramente para que o seu investimento seja seguro.

A nível de conhecimento, é possível aumentar os seus ganhos na renda fixa operando no mercado secundário, vendendo e comprando títulos, que são baseados nos DIs futuros. Esse tipo de mercado é bastante volátil e pode fazer com que o investidor perca muito dinheiro operando, assim como também pode aumentar seus ganhos significativamente. Porém, é preciso entender que quanto maior a taxa de ganho, maior também é o risco e a chance de perda, por isso, é preciso estudar antes, entender esse tipo de operação e investir uma quantia que “não faça falta” na sua carteira.



Henrique Oliveira Morellato

Graduando em Educação Física / 5° período

Membro da Ufes finance desde 08/2019

Equipe de Mídias

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