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Taxa Selic fecha o ano em 7%


Como o Boletim Focus já vinha apontando a cerca de três meses, a taxa básica de juros da economia brasileira encerraria 2017 no patamar de 7%.

Exatamente como as expectativas apontavam, na última reunião do COPOM realizada quarta-feira (06/12), aconteceu um corte de meio ponto percentual, deixando a taxa Selic ao nível esperado pelo mercado. Nesse patamar, a taxa Selic alcançou sua mínima histórica.

Após a redução da Selic, o Banco Central sinalizou uma intenção de mais uma redução de 0,25 pontos percentuais para a próxima reunião do COPOM, que irá acontecer no inicio de fevereiro. Caso ocorra, a taxa Selic chegará a um novo piso histórico de 6,75%.

A sinalização do Banco Central se mostra adequada para o cenário atual. O próprio Banco Central estima uma inflação de 2,9% ao final de 2017, percentual abaixo do limite inferior da meta que é 3%. Com a inflação sob controle, bem abaixo da meta (de 4,5%) e o nível de atividade econômica do Brasil crescendo lentamente, o COPOM tem margem para realizar novos cortes na taxa Selic.

Outro ponto que merece ser lembrado e serve como motivo de novo corte da taxa Selic, é a taxa real de juros brasileira em relação ao mundo. Apesar da queda, a taxa real de juros no Brasil está em 2,88%, sendo a quarta maior do mundo, atrás somente de Turquia (5,87%), Rússia (4,18%) e Argentina (3,00%).

Cabe lembrar que ano que vem é ano de eleições, sabendo do cenário politico no Brasil atualmente, um grande emaranhado de incertezas estar por vir. Depois da próxima reunião do COPOM, durante o ano de 2018, muita coisa esta para acontecer. O Banco Central precisa estar atento a todos esses acontecimentos para agir no controle da inflação caso haja algum choque nesta variável, dessa forma, não deve haver nenhum corte ou aumento acentuado na taxa Selic, somente em caso atuação maior do Banco Central.


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