top of page
  • Foto do escritorAdmin

ENCERRA-SE A SEQUÊNCIA DE CORTES NA SELIC. ENTENDA O QUE MUDA NA ECONOMIA.


Contrário ao que as expectativas apontavam, na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) realizada quarta-feira (16/05), não houve alterações na taxa SELIC, permanecendo a mesma em 6,5% ao ano. As Projeções Broadcast, consultaram 55 instituições, entre elas, grande maioria (53) esperavam que acontecesse um corte de 0,25 pontos percentuais, somente duas esperavam que não houvesse alteração.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação em abril ficou em 0,22%, no piso das previsões do mercado financeiro (entre 0,22% e 0,34%). No acumulado de 2018, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registra alta de 0,92%, e nos 12 meses encerrados em abril, uma elevação de 2,76%.

A inflação, em geral, segue dentro da normalidade, nada fora do que já se espera. O último Boletim Focus mostra que as expectativas do mercado são de uma inflação de 3,45% ao final de 2018, para 2019 espera-se que a inflação termine o ano em 4,0%. Observando a inflação acumulada do ano, percebe-se que ela está sob controle.

Na nota do COPOM publicada ontem pelo Banco Central, o comitê informou que, nas próximas reuniões, a taxa deve ser mantida no mesmo patamar de 6,5%. A cautela do COPOM em não cortar a SELIC pela décima terceira vez, foi o dólar. A volatilidade do cenário externo, que tem causado uma forte desvalorização do real frente ao dólar nos últimos dias, ficou cotado ontem (17/05) em R$ 3,701. A volatilidade é resultado das expectativas do mercado quanto ao desempenho da economia americana e a um possível aumento dos juros pelo Fed (Banco Central Americano). O resultado disso, são investidores estrangeiros para minimizar seus riscos, adiam ou deixam de investir em países emergentes, como o Brasil.

Na mesma nota, o COPOM deixou claro que as próximas decisões dependerão da reversão do cenário externo, pois se o dólar continuar subindo, pode encarecer produtos e serviços importados consumidos no Brasil e pressionar a inflação, o que vai contra o papel de controlar a inflação do Banco Central.

Fontes: IBGE, Infomoney e Banco Central. https://www.ibge.gov.br/…/9256-indice-nacional-de-precos-ao…

http://www.infomoney.com.br/…/comeca-reuniao-analise-mercad…

http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/copomcomunicados/16475


6 visualizações0 comentário
bottom of page